
Déficit de saneamento no Brasil: quantos brasileiros ainda não têm acesso à água e esgoto?
O acesso aos serviços de saneamento ainda apresenta diferenças consideráveis entre as regiões brasileiras.
Sanebras Saneamento | Tubos, Conexões, Válvulas e Tampões em Ferro Fundido
O saneamento básico está diretamente ligado ao abastecimento de água, à coleta de esgoto, ao manejo de resíduos e à drenagem das cidades.
São serviços que interferem na rotina das pessoas, mas também no funcionamento de hospitais, empresas, indústrias, escolas e áreas urbanas inteiras.
No Brasil, o acesso a esses serviços ainda não é uniforme. Existem regiões com redes consolidadas e outras onde parte da população ainda não conta com abastecimento de água ou coleta de esgoto por rede.
Entender o papel do saneamento ajuda a compreender por que a ampliação e a manutenção dessa infraestrutura continuam entre os principais desafios das cidades brasileiras.
A legislação brasileira divide o saneamento básico em quatro áreas principais:
Cada uma dessas áreas envolve estruturas, equipamentos, operação e manutenção próprios.
O abastecimento começa na captação da água em mananciais superficiais ou subterrâneos.
Depois da captação, a água passa por processos de tratamento antes de seguir para reservatórios, adutoras e redes de distribuição.
É por meio dessa estrutura que a água chega a residências, empresas e demais pontos de consumo.
Em uma rede de abastecimento podem ser utilizados tubos, conexões, válvulas, registros, flanges, hidrômetros e outros componentes responsáveis pelo transporte, controle e medição da água.
O funcionamento adequado da rede depende do dimensionamento correto desses elementos e da manutenção dos sistemas ao longo do tempo.
Depois de utilizada, parte da água consumida passa a compor o esgoto doméstico ou industrial.
Nas áreas atendidas por rede coletora, esse material é conduzido até sistemas de tratamento.
A coleta e o tratamento são etapas diferentes.
A coleta corresponde ao transporte do esgoto pela rede. O tratamento ocorre depois, quando são aplicados processos para reduzir matéria orgânica, microrganismos e outros contaminantes antes da destinação final do efluente.
Quando o esgoto não recebe destinação adequada, pode atingir o solo, córregos, rios e outros corpos d’água.
A limpeza urbana e o manejo de resíduos também fazem parte do saneamento básico.
Essa área inclui serviços como coleta, transporte, tratamento e destinação dos resíduos sólidos urbanos.
A disposição inadequada de resíduos pode causar contaminação do solo, obstrução de sistemas de drenagem e proliferação de vetores.
A drenagem tem a função de conduzir as águas das chuvas dentro das áreas urbanas.
Galerias, canais, bocas de lobo e outras estruturas são utilizadas para diminuir o acúmulo de água e direcionar o escoamento.
A eficiência desse sistema está relacionada ao planejamento urbano, à manutenção das estruturas e às características de cada região.
O acesso à água tratada e a existência de sistemas adequados de coleta de esgoto reduzem o contato da população com agentes contaminantes.
Problemas de saneamento podem favorecer doenças relacionadas à água contaminada e às condições sanitárias inadequadas, como doenças diarreicas, hepatite A e algumas parasitoses.
Essa relação explica por que o saneamento também faz parte das políticas de saúde pública.
A água utilizada para beber, cozinhar e realizar a higiene pessoal precisa apresentar condições adequadas de qualidade. Da mesma forma, o esgoto gerado precisa ter uma destinação que reduza os riscos de contaminação.
A falta de coleta e tratamento de esgoto afeta diretamente os recursos hídricos.
Quando os efluentes chegam aos rios sem tratamento adequado, aumentam a carga de matéria orgânica e de outros contaminantes presentes na água.
Esse problema também pode atingir mananciais utilizados para o próprio abastecimento público.
Por isso, abastecimento de água e esgotamento sanitário não devem ser analisados como sistemas isolados.
A qualidade da água disponível para captação depende também das condições ambientais da bacia hidrográfica onde o manancial está localizado.
Novos bairros, condomínios, indústrias e empreendimentos aumentam a demanda sobre as redes existentes.
Quando uma região cresce, os sistemas de abastecimento e esgotamento precisam acompanhar esse aumento de consumo e geração de efluentes.
Isso pode exigir:
Em redes antigas, outro problema comum é a necessidade de substituição de trechos que apresentam desgaste, vazamentos ou capacidade insuficiente para a demanda atual.
As estações de tratamento são apenas uma parte do sistema.
Depois de tratada, a água precisa ser transportada até os locais de consumo.
Esse trajeto pode incluir adutoras, reservatórios, redes de distribuição, ramais e equipamentos de controle.
As válvulas podem ser utilizadas para isolar trechos, controlar o fluxo ou proteger determinados pontos da rede.
Os registros também permitem intervenções e manutenções sem que seja necessário interromper sistemas inteiros.
Tubos, conexões e flanges, por sua vez, precisam ser especificados conforme características como diâmetro, pressão de operação, aplicação e material.
Uma falha em componentes da rede pode provocar vazamentos, interrupções no abastecimento e aumento dos custos de manutenção.
Os dados mais recentes consolidados do SINISA 2025, referentes ao ano de 2024, indicam que 84,1% da população considerada pelo levantamento era atendida por redes de abastecimento de água.
Isso correspondia a aproximadamente 174 milhões de habitantes.
O índice também varia bastante entre as regiões.
No Sudeste, o atendimento por rede de água era de 92,1%. No Norte, o percentual era de 62,8%.
A cobertura urbana também é muito superior à rural.
Segundo o mesmo levantamento, 92,3% da população urbana estava atendida por rede de água, enquanto, na população rural, o índice era de 22,9%.
Essas diferenças mostram que a expansão da infraestrutura ainda ocorre de forma desigual no território brasileiro.
A legislação brasileira estabelece metas de universalização para os serviços de água e esgoto.
Até 31 de dezembro de 2033, a meta é atingir:
99%
da população com acesso à água potável
90%
da população com coleta e tratamento de esgoto
Para atingir esses índices, será necessário ampliar a infraestrutura em localidades ainda não atendidas e, ao mesmo tempo, manter e modernizar as redes já existentes.
O trabalho envolve desde grandes obras até a instalação e substituição de componentes utilizados diariamente nos sistemas.
Em redes de saneamento, a escolha dos materiais precisa considerar as condições de cada projeto.
Pressão, diâmetro, tipo de fluido, local de instalação e necessidade de manutenção influenciam a especificação de tubos, conexões, válvulas, flanges e registros.
Materiais incompatíveis com as condições da rede podem apresentar desgaste prematuro ou dificultar futuras intervenções.
Por isso, a definição dos componentes deve fazer parte do projeto desde o início.
A Sanebras fornece produtos destinados a redes de saneamento, abastecimento de água e sistemas hidráulicos, atendendo projetos de implantação, ampliação e manutenção de infraestrutura.

O acesso aos serviços de saneamento ainda apresenta diferenças consideráveis entre as regiões brasileiras.